Medo do estalo na quiropraxia? Entenda o barulho e as alternativas
O estalo da quiropraxia assusta muita gente, mas entender o que é esse barulho e conhecer as alternativas muda tudo.
Dr. Dyogo Oliveira
Fisioterapeuta, fundador da clínica
Volta e meia aparece alguém curioso sobre a quiropraxia que trava numa dúvida só: aquele estalo. Talvez você tenha ouvido falar das técnicas de manipulação, visto um vídeo na internet ou um vizinho tenha contado que fez e adorou, e mesmo assim a ideia do barulho te deixa com o pé atrás. Calma, você não está sozinho nessa. E vale muito a pena entender o que realmente acontece ali antes de decidir qualquer coisa.
O que é esse barulho (e por que ele acontece)
O nome técnico do estalo é cavitação. Durante uma técnica de manipulação, acontece uma mudança de pressão dentro da articulação, e esse ruído pode surgir quando uma pequena bolha se forma ou se dissolve ali dentro. É só isso. Nada de mecânica assustadora por trás. O som pode ocorrer ou não, dependendo desse fenômeno, e a técnica segue fazendo o seu papel com ou sem ele.
Não, não é sua coluna “voltando para o lugar”
Aqui mora a maior confusão. Muita gente acredita que o estalo significa que a coluna “saiu e voltou para o lugar”, que a articulação “se alinhou” ou, no medo oposto, que alguma coisa “se machucou”. Nenhuma dessas explicações se sustenta.
O estalo não é sua coluna se encaixando nem uma lesão acontecendo. É apenas a cavitação, uma mudança de pressão dentro da articulação.
Nas mãos de um profissional qualificado, essas técnicas, usadas na quiropraxia, na osteopatia e na terapia manual, são seguras. O barulho, quando aparece, é consequência, não o objetivo do tratamento.
E se, mesmo assim, eu não quiser o estalo?
Boa notícia: dá para cuidar da sua dor sem passar por isso. Existem dois caminhos principais, e costumam ser diferenciados assim:
- Manipulação: movimentos rápidos e curtos, sem precisar repetir várias vezes na mesma articulação. É a técnica mais associada ao estalo.
- Mobilização: movimentos de amplitudes variadas, do pequeno ao grande, repetidos por alguns segundos ou até minutos. Muita gente prefere esse caminho por não ter o movimento brusco e por se sentir no controle da execução.
Ou seja, receio do barulho não precisa ser motivo para adiar o cuidado com a sua dor. Existe mais de uma porta de entrada.
Uma técnica é melhor do que a outra?
Não. As duas têm efeitos parecidos. O que faz diferença no resultado é a avaliação e a experiência do profissional, o seu caso específico e a sua preferência. Quem já teve boas respostas com a manipulação no passado costuma aderir mais a ela. Quem prefere um ritmo mais lento e controlado tende a se dar melhor com a mobilização. Não existe uma técnica “certa” no vácuo, existe a mais adequada para você, e isso só fica claro quando alguém escuta a sua história e examina o seu caso.
O próximo passo é conversar
O medo do estalo não precisa te afastar de tratar aquilo que está te incomodando. Entender o que é esse barulho já tira boa parte do receio, e saber que há alternativas tira o resto. Se você está com dor ou em tratamento por alguma lesão, o melhor caminho é procurar uma avaliação, onde dá para investigar a causa, conversar sobre as suas preferências e escolher juntos a abordagem com a qual você se sente confortável.
Ficou com uma dúvida sobre a sua dor?
Uma avaliação identifica de onde ela vem e o que fazer. É só chamar no WhatsApp.
Falar no WhatsAppEscrito por Dr. Dyogo Oliveira
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